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Como Começar?


Como começar?
Acredito que esta seja a maior dúvida de todos os colegas que adoram fotografia e que gostariam de dedicar-se a ela como profissão!

A melhor dica que eu tenho é: antes de começar a fotografar profissionalmente, fotografe por que você gosta e aprenda muito sobre fotografia!

Antes de falar sobre o assunto irei contar, brevemente, minha história:

Comecei a fotografar com 20 pra 21 anos, hoje tenho 25 anos, então é uma carreira bem curta, tem gente que acha que é curta de mais para eu ser professor ou para falar sobre experiências, eu discordo, pois acho que não importa quanto tempo você tem, mas com que intensidade os vive! :)
Bom, deixando a “divagação” de lado, vou contar como foi meu primeiro casamento e suas particularidades.

Primeiro, eu não era fotógrafo, mas meu nome estava escrito “na parede” do escritório e uma mãe queria que eu fosse pessoalmente fotografar a festa de 1 ano do filho, tentei explicar, em vão diga-se de passagem, que não era eu que iria, que não era fotógrafo, apenas cinegrafista…não adiantou, tive que ir na festa fotografar…
Antes disso busquei cursos, livros e me dediquei a aprender fotografia, acabei apenas lendo livros mesmo, mas que me foram muito úteis!
Comecei a fotografar festas infantis, numa destas festas havia uma noiva que pediu meu cartão, em seguida entrou em contato e mesmo eu dizendo que jamais havia fotografado um casamento ela quis que eu fotografasse (coragem heim hehe), fiz o casamento com uma 20D + 20-40 2.8 Sigma + 550EX + uns 6 giga de cartão (estava fotografando em JPG) e uma FZ30 da panasonic de stand by.
Particularidades do equipamento: a sigma não fazia autofocos porque a igreja era muito escura, moral: fui de manual… pensei que minha carreira acabara de começar e acabar, pois fazer entrada da noiva no manual ninguém merece né, ainda mais quando tudo é novidade…
Fiz e deu certo, em seguida fotografei mais algumas amigas dela e assim que minha carreira seguiu…

Voltando para a parte prática da coisa:

Como começar?
Comece fazendo um curso básico, mesmo que já saiba fotografar, hoje existem milhares de cursos no Brasil afora, uns muito bons e outros muito ruins, busque conselhos de quem já é do ramo pra saber quais cursos valem a pena e quais não…
Leia muito, estude composição, luz, direção, veja sites de fotógrafos que você admira, tente fazer igual e com o passar dos casamentos vá criando sua linguagem…

Que equipamento usar?
Sei que quando estamos começando tudo é mais difícil, a não ser que tenhamos pai rico e/ou pai fotógrafo, acho que não é o caso de ninguém que esteja lendo este post, pelo menos não era o caso de quem vos escreve! :)
Um kit legal e barato é uma T3i + 18-55 + 430 EXII + uns 5 cartões de memória de 16gigas, que ficaria em torno de 4.870,00 reais no site: portaldofotografo.com.br além disso, aconselho comprar uma 50mm 1.8 que sai por 450,00 reais e uma 85mm 1.8 que sai por 1.200,00 reais e uma câmera de reserva, pode ser uma usada, mas tenha!!!

Agora que você já possui equipamento, está na hora de começar a trabalhar.

Como divulgar?

Revistas são caras, muito caras, um anúncio em uma revista especializada não sai por menos de 4 mil e se você não é conhecido no mercado e não possui portifólio você estará rasgando dinheiro.
Um bom mercado de iniciar é o de festas infantis, são mais “lights” e o único momento que você não pode errar é na hora do parabéns, mas o parabéns dura uma eternidade, isso lhe permite testar a luz, fazer com e sem flash, mudar velocidade, abertura, iso, você pode fazer 40 fotos tranquilamente, o que uma entrada de noiva não permite, pois normalmente dura muito pouco!

Comece fotografando amigos e parentes, monte um livro com as melhores fotos e leve a uma casa de festas, mostre seu trabalho e tente fechar uma parceria, eu tive durante 3 anos parceria com duas casas que me enviavam em média 20 festas infantis por mês, tive que desmanchar esta parceria pois não tinha mais tempo de atender festas infantis.

Após pegar experiência em festas infantis, tente fotografar um casamento, cobre um pouco menos que a pessoa que você quer concorrer cobra, eu quando comecei não vi os valores da concorrência e coloquei meu valor inicial em 2mil reais, o que na época praticamente ninguém cobrava, a média era de 500,00 reais com álbum em veludo (o que eu achava muito brega, diga-se de passagem hehe), enquanto eu oferecia o álbum encadernado laminado… o que aconteceu: eu não fechava nada porque não tinha nome no mercado e meu preço era mais alto que empresas com 10, 20 e 40 anos de existência, o que fiz? Ofereci os mesmos pacotes que eles, mas com um trabalho diferente e um valor 6 a 8% menor, minha agenda lotou rapidamente e comecei a elevar os valores de acordo com o que aprendia mais e aumentava minha experiência.

Com o passar do tempo comecei a cobrar mais que a maioria da concorrência, me qualifiquei mais que eles e busquei fazer coisas que ninguém, até então, fazia.

Hoje minha divulgação é: Internet e boca-a-boca, parei com os anúncios em revistas por hora, não posso atender muitos casais e aquele investimento em revistas estava consumindo boa parte do meu lucro, a média chegava a 20 mil reais por ano, só em revistas, feira de noivas ficou em 16mil reais, somando somente estas duas mídias eu já chegava a 36mil anuais… no momento prefiro este valor no meu bolso, mas digo: é muito importante ter anúncios, mas antes é preciso ter parcerias, elas que nos trarão noivas decididas a fechar, revistas trazem mais noivas em dúvida, fica a dica!

Bom pessoal, fui o mais transparente possível, espero que tenham gostado!

Desculpa a quem possui pai rico ou pai fotógrafo, mas foi somente um exemplo ok?! Eu queria ter tido essa facilidade, mas como não tive acho que é até melhor para poder aconselhar meus amigos que estão começando e não possuem nenhuma experiência familiar no ramo ou que não possuem um “paitrocínio” para seu sonho!

Mais um detalhe: não tenha sonhos, sonhos são apenas sonhos, possua metas, elas nós buscamos e planejamos, sonhos ficam ali e se acontecer será ótimo!
Metas são feitas para realizarmos!
Pensem nisso!

Abraços,
Allan